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Blog do Bruka


Para começar o ano em paz.

 

 



Escrito por Bruka às 23h57
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coisas da vida...

O cara passou em casa prá sair tomar uma. A dor estava estampada na lata dele. Queria por que queria encher a cabeça de cachaça. Falou pouco. O suficiente para se fazer entender: estava com pressa e queria sair logo. Peguei a velha jaqueta jeans, uns trocados na gaveta da cômoda e fui. O trajeto foi silencioso. David Bowie cantava que ziggy tocava guitarra e o ar frio do vale entrou no carro. Parou no boteco mais pé sujo que achou. Encostou no balcão, pediu uma cerveja e uma pinga gelada com limão. Não estava brincando, cana gelada sobe que nem rojão. Dez fichas de sinuca e uma hora e meia depois, falou “a Júlia saiu de casa”. Foi tudo que se permitiu. A Júlia saiu de casa, sem mais. Aquilo esclarecia tudo. Nunca tinha visto o Marcão assim. Parecia de gelo, mas a dor estava ali, atolada até a alma. Dava prá ver. Dava prá sentir. Na hora pensei em aura que a turma fala, mas de fato, dava prá perceber de longe que o sujeito estava descompassado. Lembrei da elegância do homem que carrega a dor cantada pelo Itamar, mas ali não via nada de elegante. Pelo contrário. O figura estava soltando fogo pelas ventas. Dava até medo. Mesmo sendo chegado, vai saber... Quando chegamos no Bar do Tio Zé começou a palhaçada. Sem a mínima noção, ele começou a mexer com toda garota que passava. Sozinha, acompanhada, gorda, magra, baixa, alta... Bastava respirar prá ser o tipo dele naquela noite. O Ozzy – um chegado que trabalhava de segurança e tava ali tomando sua gelada – encostou e disse que se o “seu amigo não reduzir, a parada vai engrossar”. Tentei transmitir o doce recado, mas a besta não ouvia ninguém. “ò o cara Marcão, ó o tamanho do cara Marcão...” Nem aí...

 

Fedeu geral.



Escrito por Bruka às 02h30
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Meu último post havia sido uma tira do Laerte. Minha volta também será. Bem vindo Marião.



Escrito por Bruka às 00h09
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