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ELEELA JAN/2009

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TENTANDO ENTENDER AS MULHERES

por  CESAR LOPES FOTOS: LEO CALDAS 20 de janeiro, 2009


O LÍDER DO MUNDO LIVRE S/A, FRED 04, FALA DE SUA PRINCIPAL INSPIRAÇÃO: AS MULHERES

 



Fred Rodrigues Montenegro, 46 anos, mais conhecido como Fred 04, vocalista e principal compositor da banda recifense Mundo Livre S/A, queria ser o Roberto Carlos de Jaboatão. "Minha mãe me botou pra aprender piano, mas, aos 7 anos, fiquei revoltado com o método da professora e parei. Aos 12 meu pai ficou tão impressionado com o meu fanatismo por Jorge Ben Jor, que me deu um pequeno violão. Não parei nunca mais."
As letras das músicas que Fred escreve exibem duas facetas. Uma delas trata de manifestos sociais e exprime suas idéias políticas. A outra é a que fala do sexo oposto. Os temas de protesto cedem lugar às conquistas, aos flertes e à beleza do corpo feminino. Algumas de suas composições são verdadeiras odes de admiração às mulheres e se encaixam perfeitamente com o som percussivo e cheio de suingue do Mundo Livre. Músicas como Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme, Alice Willians, Inocência e o hino Meu Esquema destilam sensualidade em seus versos. Em Musa da Ilha Grande, Zero Quatro descreve uma impaciente espera: Eu não vou sair daqui sem ver ela sair da água/Eu não vou sair daqui sem ver ela sair da água/Eu não vou sair daqui sem ver você sair, não vou gostosa... "A musa dessa música era uma menina que conheci no Recife que entrava e saía do mar enrolada em cangas coloridas pra evitar o olho gordo e a cobiça. Ela costumava - e estava certíssima, pois a Ilha Grande vivia infestada de punheteiros - esconder o tesouro", conta ele. "Mas um dia a moçoila deve ter acordado meio distraída, revoltada, ou endiabrada, sei lá. Só sei que ela tirou a blusa, largou displicentemente a canga na areia e enfiou-se de biquíni branco no leito malicioso de Netuno. Aí soou o alerta. Comentei com alguns amigos: 'Hoje eu não saio daqui sem vê-la sair da água'. Daí pra um refrão e pra uma letra inteira não demorou nem dez minutos!"
Fred diz que nunca foi um grande conquistador. "Para mim, que nasci, digamos, desprovido de formosura, nunca foi simples. Minha primeira namorada firme eu só descolei na faculdade, quando as garotas começaram a se interessar por meus dotes artísticos e intelectuais. Modéstia à parte, se na época eu não fosse tão tímido e empulhado, teria comido todas as minhas colegas de classe. Mas tudo tem seu tempo." Também lembra que as dificuldades eram maiores para quem não tinha carro. "Minhas amigas feministas detestam que eu conte essa história, mas é a pura verdade. Naquela época nós não tínhamos a menor chance de marcar encontros ou combinar qualquer tipo de programa com as colegas da praia, pois elas, apesar de rirem de nossas piadas, só saíam de carro. Não foi por acaso que a música 'Tentando Entender as Mulheres' se tornou uma espécie de hino dos jovens passageiros de ônibus em várias periferias do país."

PEQUENA MORTE
Quando o assunto é sexo, o recifense fala que já fez até música. "Depois de uma transa daquelas, interminável e extenuante, de tremer o quarteirão, orgasmos múltiplos garantidos, Maria [esposa dele] comentou algo em tom de contemplação e felicidade: 'Fazia um tempo que eu não me sentia assim, tão satisfeita'. Na hora pensei com meus botões: 'Fazia um tempo que eu não ficava assim tão morto'. Não é à toa que alguns orientais definem o orgasmo como uma pequena morte."
E não é que as preferências estéticas do compositor se alinham perfeitamente às nossas? "Alguém se lembra de quando a Luiza Brunet foi lançada? Ela devia ter uns 17 aninhos e fez um ensaio pra uma revista masculina [foi na ELEELA, Fred], bem no início dos anos 80. Seios não muito grandes, mas bem contornados, bundinha saliente sem escândalo desnecessário, cintura bem torneada... E aquelas pernas? Foi como se uma carreta tripla tivesse passado por cima de mim. Na época, até fundei o CALB (Clube dos Admiradores da Luiza Brunet). Depois, com o tempo, fui descobrindo os encantos das loiras, que são outro departamento. Essas têm uma carência irresistível, tanto que acabei me casando com uma galega maravilhosa. Esse negócio de paixão tem mais a ver com a pele, com o cheiro".
Zero Quatro é casado com a coreógrafa e psicóloga Maria Eduarda. O casal tem dois filhos: Caio, de 6 anos, e Vitor, de 2, além de Júlia, 15, filha de Maria. Só que nem os 11 anos de união não conseguiram fazer o músico entender as mulheres como já tentou em "Tentando Entender as Mulheres". "Entendê-las é como tentar discutir sobre o sexo dos anjos. É inútil. Acho que ninguém entende completamente as mulheres. Mas esse mistério é o que mais me fascina. Um misto de força extraordinária e delicadeza. Penso que inteligência é fundamental, até porque não existe mulher feia, existe homem que bebe pouco, já dizia um provérbio chinês." Ahhhhhhhh, Lei Seca...



Escrito por Bruka às 21h54
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